A Bíblia

A Bíblia é um conjunto de documentos muito respeitáveis, mas devemos observar o seguinte, quando Alexandre, O Grande conquistou Jerusalém levou consigo como despojos de guerra os enormes rolos de papiro que continham as Escrituras. Ele reuniu 70 homens que traduziram as Escrituras e formaram a “Septuaginta” (GREGA). foi na Grécia que o nome de Criador YHWH foi blasfemado para “Deus”, em homenagem à “Zeus”, Quando a Grécia foi conquistada por Roma, esta fez outra tradução chamada de “Vulgata” (ROMANA), nesta foram incluídos capítulos e versículos. Enfim, até chegar nesse livro que está na sua mão passou aproximadamente por 5 conversões de linguagem.

1 - Quem selecionou os documentos e pergaminhos, que iriam para a bíblia foram os pais da igreja, Bispos, Arcebispos e Papas de Roma através de vários concílios cerca de 2400 evangelhos, foram escolhidos apenas quatro, muitos documentos importantes foram queimados e excluídos. Portanto devemos ter a consciência de que a bíblia não é a escritura original feita pelos autores em papiros de couro, trata se de uma tradução da tradução de outra tradução, então é comum que em alguns tópicos haja contradições entre as palavras e sentidos.

Quanto ao conteúdo dos Textos Bíblicos:

1 - Existe uma distância de dezenas de séculos e a mentalidade do povo de então, a que se destinava os manuscritos.

2 - Considerando, que um significado recente de uma palavra não pode ser transportado para um texto antigo, os estudiosos procuram entender as palavras no sentido em que elas quiseram exprimir na época em que foram escritas. Devemos ainda considerar que, a sua linguagem é muitas vezes simbólica e contém figuras de linguagem do povo local, portanto, deve se estudar as palavras à luz da situação histórica e geográfica, tomar conhecimento do contexto teológico;

3- Na época em que os papiros antigos foram redigidos, não havia imprensa, assim sendo os documentos foram copiados a mão, de geração em geração, e conforme os séculos se passavam, as palavras mudavam seus sentidos, as figuras de linguagem regionais entravam em dês uso, e foram sendo substituídas por outras figuras de linguagem de suas respectivas épocas, para que não se perdesse a essência da mensagem do documento. O desgosto de Deus vira “ódio”, a tristeza de Deus se torna em “arrependimento”, a disciplina de Deus vira a “Ira de Deus”, trabalhar um dia para poder pagar uma dívida vira "Deus apoia a escravidão" também, é possível que existam alguns exageros do próprio legislador (MOISÉS) quem, com o propósito de infundir respeito, atribuía à Divindade todos aqueles rompantes de ferocidade de que o Antigo Testamento está repleto. Cristo, traz um novo ponto de vista, para Jesus, o Criador seu Pai, não é o Deus terrível, ciumento, vingativo, cruel e implacável de Moisés; mas, um Deus clemente, soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo as suas obras ... É sim um Deus, que diz aos homens um Deus não que quer ser temido, mas o Deus que quer ser amado. Cristo, tomou da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando, o que era transitório, e o que era puramente disciplinar e de concepção humana , rejeitando o que não eram de seu Pai eterno. "foi dito" conjunção adversativa "eu porem digo" Jesus, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte.

3- As cartas Bíblicas são independentes umas das outras, foram escritas por autores diferentes, e endereçados para um público diferente, em regionalidades diferentes, um para "a" outras para "b". Pegamos, o Novo Testamento como exemplo: Não existe um só manuscrito grego que concorde com os demais ao contrario todos eles se divergem. A contradição dos manuscritos atestam sua veracidade, atestam que foram pontos de vistas de autores diferentes em épocas diferentes, caso fossem documentos fraudulentos, não haveria contradições! Então o texto de Lucas, por exemplo, foi escrito para gregos, usou figuras de linguagem gregas, que diverge do texto de Mateus, que foi redigido exclusivamente aos judeus, que por usa vez, figuras de linguagem regionais judaicas, para o povo específico, EM UMA ÉPOCA ESPECÍFICA.

MUITOS dirão:
"Se você não pode confiar na Bíblia como palavra de Deus, porque confiar então que Jesus existiu? (porque existe algumas partes que são verdades e outras não na Bíblia) Quais são as partes verdadeiras? , porque confiar que os apóstolos estão dizendo a verdade? Não há razão nenhuma para isso... "

Resposta:

1- As contradições bíblicas, não invalidam, ao contrário, o fato de Lucas se contradizer com Mateus, por exemplo, não invalida a carta de João, Mateus ou a de Marcos, visto que, todas elas relatam pontos de vistas acerca do que havia acontecido, e cada autor, relatou, o que havia se passado do seu próprio ponto de vista, numa linguagem própria, para um público específico.

2- Dos quadro Evangelhos, o evangelho segundo João, foi o único documento endereçado a todas as nações, ele foi escrito, para que qualquer um que leia entenda, independente da cultura ou regionalidade, foi a mensagem aos gentios. Todas as figuras de linguagem e aspectos culturas foram minuciosamente explicadas pelo autor. Pegamos por exemplo, a carta de Hebreus que é o documento com o conteúdo teológico mais rico de todos eles, apesar de ser endereçada aos Hebreus, foi um documento criado para estrangeiros, como o evangelho de João. Os demais documentos devem ser analisados com cuidado, as cartas de Paulo foram cartas corretivas, não instrucionais, portanto devemos entender o que estava ocorrendo com a igreja primitiva da época para que Paulo as escrevesse, levando-se em conta a quem foi endereçada, porque foi endereçada e o que o autor queria transmitir ao público alvo. Paulo estava corrigindo e não instituindo.

3 - Nada impede você de crer no evangelho de “a” ou de “b” e desprezar o evangelho de “c”, acaso, não foi exatamente o que os pais da igreja fizeram em seus concílios “divinos”? Os Papas, selecionaram alguns documentos e excluíram outros! Ora, as cartas são independentes, portanto, não há incoerência alguma em crer no Evangelho de João, e não crer no Evangelho de Marcos e desprezar outras partes da bíblia por exemplo. A incoerência esta em crer em algumas partes do Evangelho de João e desprezar outras partes desse mesmo evangelho de João, se for para considerar uma carta como certa, que seja toda ela.

4 - Nada impede você de crer em fontes extra Bíblicas, existem um enorme acervo de documentos históricos as quais relatam sobre a vida de Jesus e seus incríveis feitos.

-Tácito era o governador da Ásia em 112 D.C
-Suetônio historiador romano oficial de Adriano escritor dos anais da Casa Imperial (69-122 d.C.).
-Plinio foi o governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.),
-Tertuliano Jurista e teólogo de Cartago, Seus escritos constituem importantes documentos. 197 A.D
-Talo historiador samaritano que escreveu em 52 A.D.
-Phlegon de Lydia esta registrado que em aproximadamente 138 D.C
-No Museu Britânico manuscrito de um filosofo estóico sírio chamado Mara Bar-Serapião. 70 D.C
-Justino mártir Por volta de 150 A.D
-Flávio Josefo (37-100 AD)
-Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a
-O pesquisador judeu Joseph Klausne
-Luciano de samosata escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Cristo e dos cristãos
-Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras
para descrever a pessoa de Jesus

Afirmando que Jesus não existiu, apenas porque existem contradições na Bíblia, se faria necessário provar que os cristãos e Apóstolos do primeiro século também não teriam existido. Seria preciso mudar todo um contexto de uma época para tal. Pois se Cristo não existiu por que milhares de cristãos primitivos morreriam por uma lenda tão recente? Lenda a qual seria muito fácil de ser destruída? Como Pedro, Paulo, Tiago e outros homens de tamanha devoção morreriam por algo que sabiam terem inventado? Pois sabemos por meio de documentações históricas que morreram por não negar esta fé. A Historia não somente confirma a existência de um Homem-Deus chamado Jesus como também aponta para uma influência fantástica e indescritível causada por este Senhor na vida de vários discípulos. Existem inúmeros documentos atestando a existência de Jesus Cristo como sendo um grande mestre, profeta e operador de milagres e maravilhas. Cristo não só é mencionado por pessoas favoráveis a ele mas também por inimigos, isto é prova suficiente para vermos que foi uma pessoa real e não mais uma lenda ou mito religioso.

Alguns escritores podem brincar com a idéia fantasiosa de um 'mito de Cristo', mas não podem fazê-lo com base nos dados históricos. A historicidade de Cristo é tão axiomática para um historiador desprovido de preconceitos como é a historicidade de Júlio César. Não são os historiadores que propagam as teorias a respeito de um 'mito de Cristo'".Otto Betz conclui que "nenhum pesquisador sério se aventurou a postular a não historicidade de Jesus".

Qualquer um que buscar Jesus em todas as fontes que seja, a mensagem será uma só:

Bem aventurado aquele que, não torna mal por mal, ou injúria por injúria; antes, bendizendo os que te maldizem, sem deixar nos converter ao que é mau em razão da maldade contra nós praticada! Bem aventurado aquele que, não nutri sentimento de vingança e nem aplaude quando o mal vem aquele que te faz mal, antes ore para que aquela tribulação leve ao caminho da Luz! A tribulação prova o valor da fé, traz experiência que o leva a sabedoria e maturidade. bem aventurado os humildes, os ensináveis, que por mais que tenham conhecimento, sabe que sempre há o que aprender! Os pacificadores, mansos os que têm autocontrole, não surta na raiva, e não se entrega como um cavalo selvagem aos sentimentos carnais como a ira, ódio, amargura e ressentimento. Não diz falso testemunho, que não passa adiante fofocas. Aquele que não é avarento, que é a idolatra e cobiça ao materialismo terrenas, pois a vida de qualquer não está na abundância do que possui, os que sabem que as riquezas verdadeiras não estão nesse mundo! Aquele que trabalha não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna! Quem espera recompensas nesse mundo jamais pode se dizer discípulo de Jesus! Aquele que faz boas obras a favor dos o necessitado e não busca o seu próprio bem, mas sim o dos outros! Aquele que sabe que a verdadeira vida não é aqui, não é de carne e nem sangue, mas sim, em espírito. EM TODOS OS DOCUMENTOS A VISÃO GERAL É SEMPRE A MESMA: Deus é bom e justo, e age com bondade e misericórdia para aquele que for bom e misericordioso com os irmãos. A mensagem nunca se contradiz.

Todavia, a Teologia Convencional da Fé Cristã que prevaleceu foi:


Os católicos e protestantes seguem a doutrina de Santo Tomas de Aquino, que defendia a “fé” como uma opção exclusiva da vontade, sem interferência da “razão”. Na época atual já não é admissível a concepção aquiniana da fé, por ser evidente que a fé depende da razão, pois quem crê deve ter uma razão para crer. A fé em Jesus é a aceitação dele como Messias e Salvador. Mas a aceitação não é só um ato de vontade, mas um ato de discernimento, portanto um ato de razão. Como posso aceitar isto e condenar aquilo, sem recorrer ao juízo, que é a função da razão?” (Herculano Pires, em “Revisão do Cristianismo”, pg. 89). Muitos deles, ainda utilizam o método de interpretação do misticismo que surgiu no século XII, pelos cabalistas, e em 1590 readaptado pela Escolástica Protestante que afirmava: “A Bíblia é a infalível palavra de Deus, portanto, um versículo bíblico por si só é correto e pode ser utilizado para comprovar uma doutrina ou uma prática independente do contexto”. Daí, surgiu o costume atual de abrir a Bíblia em qualquer lugar, fechar os olhos, e de forma mística, o espírito de Deus o guiaria a verdade.

O que penso da doutrinação convencional da Fé Cristã atual?

Jesus pregou a humildade e ensinou que todos os homens são irmãos. Ora, a convicção cristalizada no inconsciente coletivo em milênios de auto-doutrinação, de ser uma nação privilegiada pelo Todo Poderoso como “povo eleito” não pode gerar sentimentos de humildade, só de arrogância e orgulho, justificando todos os excessos. De igual modo a idéia de uma predestinação oriunda da concepção judaica-cristã perfilhada pelo apóstolo S. Paulo, não pode induzir na mente de ninguém o ideal de solidariedade humana que o nosso Mestre pregou, e sim sentimentos de egoísmo e orgulho, talvez até um certo desprezo pelos considerados “ímpios”. E o que admira é que — estando já escolhidos de antemão aqueles que deverão ser salvos — ainda se dêem ao trabalho de pregar o Evangelho aos incrédulos.



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