Jesus: um plágio?


Olá leitores. A seguinte série de postagem tem por objetivo desmistificar mais uma lenda ateísta, que não é defendida por todos, mas principalmente um ramo dos neo-ateístas: Jesus existiu realmente, ou foi apenas um plágio de uma coleção de mitologias existentes nos povos médio-orientais, como Hórus, Mitra, etc.?


O texto é uma compilação e adaptação de vários artigos, livros e sites retirados da internet, os quais são divulgados na seção de referências.

Aproveitem a leitura.
Abraços, Paz de Cristo.



Jesus: um plágio?
1. Introdução
Há um vídeo bem conhecido, lançado em 2007 chamado de 'Zeitgeist' (espírito da época, em alemão). A equipe que lançou o vídeo, formada principalmente por Peter Joseph e Acharya S., tinham como objetivo provocar uma "mudança das estruturas sociais que influenciam nossas decisões e compreensões" e apresentar a  "ciência, natureza e tecnologia" em vez da "religião, política e dinheiro" como "chave para o nosso crescimento pessoal" [1]. O vídeo rapidamente ficou famoso, tendo conquistado o prêmio de melhor filme no fesitval Artivist na Califórnia em 2007 e 2008 [2]. Entre outras coisas, o vídeo mostra supostas evidências de que o Jesus histórico não passa de uma cópia das mitologias de muitos povos antigos, sendo que os apóstolos apenas utilizaram-se de histórias conhecidas e criaram um outro "deus mitológico".
Neste estudo será feita uma análise dos principais paralelismos defendidos pelos autores, verificando se são cabíveis tais acusações, além de um breve resumo histórico de alguns detalhes importantes para a compreensão plena do tema.
2. Paralelismos
A lista de comparações alegadas por muitos autores é extensa, se procurará ser mostrado aqui o máximo possível de semelhanças sugeridas entre os deuses mitológicos e Jesus Cristo.
2.1. Hórus, deus egípcio:
  • Nascido da virgem Ísis-Meri em 25 de dezembro numa caverna/manjedoura, com seu nascimento tendo sido anunciado por uma estrela no Oriente e, visitado por três Reis Magos.
  • Seu pai terreno chamava-se "Seb" ("José").
  • Ele era descendente de uma linhagem real.
  • Aos 12 anos de idade foi uma criança que ensinou no templo e, aos 30 foi batizado, após ter desaparecido por 18 anos.
  • Foi batizado no rio Eridanus ou Iaurutana (Jordâo) por "Anup o Batizador" (João Batista), que foi decapitado.
  • Ele teve 12 discípulos, dois dos quais foram suas "testemunhas" e eram chamados "Anup" e "AAn" (os dois "Joãos").
  • Ele realizou milagres, expulsou demônios e ressucitou El-Azarus ( "El-Osíris") dos mortos.
  • Hórus andou sobre as águas e foi transfigurado numa montanha.
  • Seu cognome pessoal era "Iusa" o "Filho eterno desejado" de "Ptah", o "Pai". Ele era chamado de "Divino Filho".
  • Ele pregou um "Sermão da Montanha", e seus seguidores recitaram as "parábolas de Iusa."
  • Hórus foi transfigurado no monte.
  • Ele foi crucificado entre dois ladrões, sepultado por três dias em um túmulo e, em seguida ressuscitado.
  • Títulos: O Caminho; a Verdade; a Luz; Messias; Ungido Filho de Deus; Filho do homem; Bom Pastor; Cordeiro de Deus; Verbo feito carne; Palavra da Verdade.
  • Ele foi "o Pescador" e era associado com o Peixe ( "Ichthus"), o Cordeiro e o Leão.
  • Ele veio para cumprir a lei.
  • Era chamado de "o KRST" ou "Ungido" e considerado filho de Deus.
  • Ele deveria reinar por mil anos.

2.2. Osíris, deus egípcio:
  • Possuia mais de 200 nomes divinos, incluindo Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Deus dos Deuses, a Ressurreição e a Vida, Bom Pastor, Pai da Eternidade, o deus que "fez homens e mulheres nascerem de novo."
  • Sua chegada ao mundo foi anunciada por três Reis Magos: as três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak no cinturão de Órion, que apontam diretamente para a estrela de Osíris ao leste, Sírius, indicando seu nascimento.
  • Ele foi uma hóstia simbólica. Seu corpo foi comido numa cerimonia religiosa sob a forma de bolos de trigo, a "planta da Verdade '.
  • Salmos 23 é uma cópia de um texto egípcio apelando para Osíris o Bom Pastor que conduz o cansado rumo aos "pastos verdejantes" e às "águas tranquilas' das terras de nefer-nefer, a fim de restabelecer a alma e o corpo e, para dar proteção no vale da sombra da morte...
  • A oração do Pai Nosso foi prefigurada por um hino egípcio à Osiris do início ao fim, “Ó Amém, ó Amém, que estais no céu.” Amém era também citado no final de cada oração.
  • Os ensinamentos de Jesus e Osíris são maravilhosamente semelhantes. Muitas passagens são idênticamente as mesmas, palavra por palavra.
  • Tal como o Senhor da vinha, um grande mestre viajante que civilizou o mundo. Soberano e juiz dos mortos.
  • Em sua paixão, Osíris foi alvo de uma conspiração e mais tarde assassinado por Set e "os 72."
  • A ressureição de Osíris serviu para dar esperança à todos que também desejam a vida eterna.

2.3. Attis, deus frígio:
  • Considerado filho de Deus.
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Considerado um salvador que foi morto pela salvação da humanidade.
  • Seu “corpo” como pão era comido pelos adoradores.
  • Ele era tanto o divino Filho como o Pai.
  • Numa sexta-feira ele foi crucificado numa árvore.
  • Levantou-se depois de três dias como “Deus todo-poderoso”.

2.4. Krishna, deus hindu:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro
  • Seu pai terreno era carpinteiro
  • Seu nascimento foi assinalado por uma estrela ao leste
  • Visitado por pastores que o presentearam
  • Foi perseguido por um tirano que ordenou o assassínio de infantes
  • Operava milagres e maravilhas
  • Usava parábolas para ensinar as pessoas sobre caridade e amor
  • Foi transfigurado diante dos discípulos
  • Foi crucificado aos 30 anos
  • Ressuscitou dos mortos e ascendeu aos céus
  • Era a segunda pessoa da trindade
  • Deverá retornar para o dia do juízo em um cavalo branco

2.5. Dionysus, deus grego:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Era um mestre viajante que operava milagres.
  • Andou em um burro durante uma procissão.
  • Transformava a água em vinho.
  • Era chamado “Rei dos Reis”e “Deus dos deuses”.
  • Considerado “filho de Deus”, “único filho”, “salvador”, “redimidor”, “ungido”, e o “Alfa e o ômega”.
  • Foi identificado como um cordeiro.
  • Pendurado num madeiro.

2.6. Mitra, deus persa:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Era um mestre viajante.
  • Tinha 12 discípulos.
  • Prometia imortalidade aos seus seguidores.
  • Sacrificou-se pela paz mundial.
  • Realizava milagres.
  • Foi enterrado em uma tumba e ressuscitou 3 dias depois.
  • Instituiu uma ceia santa.
  • Foi considerado o Logos, redimidor, Messias e “o caminho, a verdade e a vida”.

Historicamente sabe-se que todos estes deuses eram conhecidos pelo menos um século antes de Cristo. O argumento dos adeptos da teoria pode ser sintetizado neste parágrafo de Timothy Freke e Pater Gandy:
Por que nós consideramos as histórias de salvadores como Osíris, Dionísio, Adônis, Attis, Mitra e outros deuses pagãos fábulas, porém ao encontrarmos essencialmente a mesma história contada em um contexto judeu, acreditamos ser a biografia de um carpinteiro de Belém? [3]

A ideia defendida por estes autores é que no princípio era apenas um deus, Osíris, que foi assmilidado por outras culturas próximas, criando versões próprias. Assim teria surgido Dionísio na Grécia, Attis na Ásia menor (atual Turquia), Adônis na Síria, Baco na Itália, Mitra na Pérsia e assim por diante.
A maioria das declarações listadas acima estão contidas no livro "The Christ Conspiracy", de autoria de Archarya S. [4]; curiosamente Freke e Gandy não acrescentam nada de novo, na verdade apenas complementam algumas destas e copiaram outras.
3. História da teoria
Aparentemente temos a impressão de que essa crítica à realidade histórica de Jesus é algo novo, ao vermos a ascenção da moda Zeitgeist. Entretanto essa opinião pode ser achada em alguns estudiosos desde o século XVIII, no Iluminismo deísta e com o surgimento da análise crítica das religiões.
Os pensadores da Revolução Francesa Constatin-François Volney e Charles François Dupuis propuseram que a história da vida de Jesus era baseada no movimento do Sol através do Zodíaco, e também encontraram referências de alguns rituais pré-cristãos representando o nascimento de um deus através de uma virgem. Esses pesquisadores não tiveram muita influência posterior à suas publicações, o próprio Dupuis queimou todos os seus escritos, por causa da repercussão gerada, alegando que “um grande erro é mais fácil de ser propagado do que uma grande verdade, por que é mais fácil crer do que racionalizar, e por que pessoas preferem as maravilhas dos romances à simplicidade da história”. [5]
Podem rastreados também na história os historiadores da religião Bruno Bauer, Thomas William Doane e Samuel Adrianus Naber, de acordo com uma tendência comum no século XIX. Até a metade do século XX esse ponto de vista havia sido amplamente discutido e refutado, até mesmo por acadêmicos que viam o cristianismo como uma religião natural.
Houveram outros movimentos posteriores, como a  teoria que havia uma ampla adoração da morte e ressurreição do deus da fertilidade Tammuz, na Mesopotamia, Adonis, na Síria, Attis, na Ásia Menor, e Osíris no Egito; e a interpretação do cristianismo como uma religião sincretista formada sob a influência das religiões de mistério helenísticas. Este último foi defendido na década de 1930 por três acadêmicos franceses, M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, e recentemente por Earl Doherty, Robert M. Price e George Albert Wells. Estes três inspiraram Timothy Freke e Peter Gandy a escrever os livros “The Jesus Mysteries” e “Jesus and the Lost Goddess”. D. M. Murdock (conhecido pelo pseudônimo Acharya S.) publicou também três livros defendendo a teoria, argumentando que  que os evangelhos foram criados no II Século para competir com outras religiões populares da época.
Assim, podem ser detectados uma série de fatores que contribuíram para o recente retorno da teoria: o interesse pós-moderno em espiritualismo, a crescente falta de embasamento histórico e o acesso pronto à informação não-filtrada através da internet. [6] Analisando a reação de épocas posteriores com respeito à teoria considerada neste trabalho, Edwin Yamauchi argumenta que “esta visão tem sido adotada por muitos que pouco se dão conta de suas frágeis fundações”. [7]
4. Problemas gerais da teoria
Verificaremos ao longo do artigo que faltam fontes a respeito de muitas alegações desses autores, enquanto algumas outras estão carregadas de um certo exgaero e/ou analogia forçada a termos cristãos (nem sempre com más intenções). [8]
Apesar da lista ser extensa, boa parte dela (talvez a metade) contém afirmações desprovidas de qualquer comprovação bibliográfica. Não há seuqer fragmentos de informação, principalmente em relação aos deuses egípcios, para os quais a fonte de documentos é mais ampla. Nos livros e enciclopédias de religião egípcia pesquisados, houveram pouquíssimas acusações que podem ser acusadas como no mínimo legítimas (alguns pormenores serão discutidos adiante).
Uma lista de dificuldades gerais em relação a teoria defendida pelos 'zeitgeistianos' é relacionada abaixo[6]:
4.1. Não há evidência histórica de que as religiões dos deuses citados tenham sido inseridas na Palestina nas três primeiras décadas do primeiro século. Não haveria tempo suficiente para que os discípulos fossem influenciados por estas mitologias se eles estivessem dispostos a ser, que não era o caso. Quando a influência de alguns misticismos atingiu a Palestina, principalmente através do gnosticismo no final do primeiro século, a história da Igreja mostra que este movimento não foi aceito, mas renunciado vigorosamente, inclusive pela Bíblia. A falta de sincretismo dificulta a concepção de tal ideia.
4.2. Similaridade não prova dependência ou mesmo origem. Muitos movimentos tanto sociais quanto religiosos frequentemente compartilham formas de expressão ou práticas análogas. Não é surpreendente encontrar paralelos em qualquer religião a respeito de vida após a morte, identificação com uma deidade, ritos de iniciação ou um código de conduta. Se uma religião deseja atrair prosélitos, precisa apelar para as necessidades e desejos universais dos seres humanos. Mas isso obviamente não indica dependência! Em qual cultura, por exemplo, que a imagem de lavar-se em água não significa purificação? Assim, O que é relevante não é a semelhança das palavras e práticas, mas os significados anexados a eles. Para provar que o cristianismo possui uma origem nos mitos pagãos, deve-se demonstrar uma semelhança na essência e não só na forma. Os escritores normalmente exageram similaridades formais, enquanto ignoram diferenças essenciais entre a história de Jesus e os variados mitos pagãos (veja o item 5, em relação às dificuldades específicas da teoria).
4.3. Os pagãos nesse período eram cientes do exclusivismo cristão, inclusive chamavam os cristãos de ‘ateus' por causa de sua indisponibilidade fundamental de ceder ou sincretizar com as outras crenças. Como J. Machen explica, os cultos pagãos eram não-exclusivistas: “Um homem poderia ser iniciado nos mistérios de Ísis ou Mitra sem ter que abrir mão de suas crenças anteriores; mas se ele quisesse ser recebido na Igreja, de acordo com a pregação de Paulo, deveria abrir mão de todos os outros salvadores para o Senhor Jesus Cristo... Dentre o sincretismo predominante do mundo greco-romano, a religião de Paulo, assim como a religião de Israel, permanece absolutamente distinta”. [9]
4.4. A argumentação está repleta de anacronismo. As crenças básicas do cristianismo já existiam comprovadamente no primeiro século, enquanto que o total desenvolvimento do culto da maioria dos outros deuses citados não aconteceu até o segundo século. Historicamente, qualquer encontro teve lugar entre o cristianismo e as religiões pagãs até o terceiro século é muito improvável. Até hoje não há evidência arqueológica destas religiões na Palestina do início do primeiro século. [10] A história das influências pode ser dividida em três períodos: Primeiro período (1-200 d.C.), as religiões de mistério eram restritas e não exerciam influências nas outras religiões. Se há qualquer influência, ela é na direção contrária: cristianismo influenciou os cultos. Segundo período (201-300 d.C.), depois de o cristianismo ter se espalhado pelo mundo romano, as religiões de mistério se tornaram mais ecléticas, suavizando doutrinas severas e conscientemente oferecendo uma alternativa competitiva ao cristianismo (aparece o culto a Cybele oferecendo a eficácia perpétua do banho de sangue, que antes era de vinte anos, uma influência clara da "lavagem pelo sangue de Cristo"). Terceiro período (301-500 d.C.), Cristianismo passou a adotar a terminologia e ritos dos cultos de mistério (por exemplo, a adoção da data 25 de dezembro).[11] 
4.5. Como um judeu devoto, o apóstolo Paulo nunca teria considerado pegar emprestados seus ensinamentos de religiões pagãs (Atos 17:16; 19:24–41; Rom 1:18–23; 1 Cor. 10:14), assim como João (1 João 5:21). Não há a mínima evidência de crenças pagãs em seus escritos.
4.6. Como uma religião monoteísta com um corpo de doutrinas coerente, o cristianismo dificilmente poderia ter pegado emprestado de um paganismo politeísta e doutrinariamente contraditório.
4.7. Os críticos parecem ignorar completamente o pano de fundo hebraico do cristianismo. Quase nenhuma atenção é dada à rica influência judaica no Novo Testamento no cristianismo primitivo. Termos como “mistério”, “ovelha sacrificada” e “ressurreição” em vez de vir dos mitos pagãos como os escritores sugerem, são baseados nas crenças judaicas encontradas no Antigo Testamento. Além disso, os manuscritos do mar Morto têm vertido muita luz em práticas judaicas que se escondem atrás do Novo Testamento como o batismo, comunhão e bispos.
4.8. A ressureição de Jesus e os eventos do Velho Testamento são tratados biblicamente como eventos pontuais da história, não mitos. A morte e os atos dos deuses místicos aparece em narrativas dramáticas e poéticas sem nenhuma conexão histórica.
4.9. Se houve qualquer empréstimo, foi no sentido contrário. À medida que o cristianismo crescia em influência e se expandia, os sistemas pagãos, reconhecendo a ameaça, provavelmente pegariam alguns elementos do cristianismo. Por exemplo, o rito pagão do banho em sangue de touro (taurobolium) inicialmente tinha sua eficácia espiritual de vinte anos. Mas assim que a competição com o cristianismo começou, o culto a Cybele, aumentou sua eficácia de seu rito “de 20 anos a eternidade” [12] quase equivalendo assim, à eternidade prometida aos cristãos.
4.10. O conteúdo moral cristão de amor e compaixão, bondade e ações de caridade era completamente diferente do costume pagão. A forma cristã de humildade, permitindo que o próximo bata nas duas faces e o próprio exemplo de Jesus utilizando Seu poder apenas para o bem diferencia seriamente daquilo que vemos na mitologia pagã.


5. Problemas específicos da teoria
Já que é mais improvável que o cristianismo tenha sofrido influência de culturas distantes, como os hindus ou os persas, neste estudo se dará prioridade à comparação com os deuses egípcios, embora eventualmente será tratado um ou outro episódio sobre alguma outra mitologia.
5.1. Osíris
Possuia mais de 200 nomes divinos, incluindo Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Deus dos Deuses, a Ressurreição e a Vida, Bom Pastor, Pai da Eternidade, o deus que "fez homens e mulheres nascerem de novo."
Os títulos que tenho encontrado atribuídos à Osíris são Senhor de tudo, o Bom Ser (o título mais comum), Senhor do Mundo dos Mortos, Senhor/Rei da Eternidade, Soberano dos Mortos,[13] Senhor do Ocidente, O Majestoso,[14] "aquele que se assenta", o Progenitor, o Carneiro,[15] "grande Palavra" (como em, "a palavra do que virá a ser e que não é " - um reflexo da antiga noção do poder criativo da expressão de uma palavra, encontrada também no grego Logos),"Líder dos Espíritos " [16]; regente da eternidade [17], "deus vivo", "Deus acima dos deuses" [18]. Todos estes ou são títulos gerais poderiam ser atribuídos a qualquer divindade em posição de liderança, ou no mínimo estão relacionados ao domínio dos deuses sobre o mundo dos mortos. Nenhum dos títulos citados se aproxima ou é especificamente similar com os que foram atribuídos a Jesus.
Sua chegada ao mundo foi anunciada por três Reis Magos por uma estrela no ocidente
As três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak no cinturão de Órion apontam diretamente para a estrela de Osíris ao ocidente, Sírius, indicando seu nascimento. Freke e Gandy repetem a última parte sobre a estrela. Porém, embora alguns estudiosos relacionem Osíris com Órion, eles por sua vez, nada sabem sobre "reis magos" ou uma "estrela no ocidente".
Ele foi uma hóstia simbólica. Seu corpo foi comido numa cerimonia religiosa sob a forma de bolos de trigo, a "planta da Verdade
Não foi achado nada na literatura acadêmica que relatasse algo semelhante.
Salmos 23 é uma cópia de um texto egípcio apelando para Osíris, o Bom Pastor, que conduz o cansado rumo aos "pastos verdejantes" e às "águas tranquilas' das terras de nefer-nefer, a fim de restabelecer a alma e o corpo e, para dar proteção no vale da sombra da morte
Se isto é verdade, nenhum comentarista na religião egípcia ou do Antigo Testamento sabe disso. Provavelmente Osíris fosse conhecido como um pastor e, de fato tal imagem era popular no Antigo Testamento (ver http://www.tektonics.org/qt/sheepcompare.html), mas esse termo não foi visto sendo aplicado a ele por ninguém, a não ser pelos defensores dos mitos.
A oração do Pai Nosso foi prefigurada por um hino egípcio à Osiris do início ao fim, “Ó Amém, ó Amém, que estais no céu.” Amém também era citado no final de cada oração.
O hebraico "Amém" nunca é usado como uma saudação e quer dizer "que assim seja", o que significa que não é algo "invocado" como é uma divindade. Além disso, vemos aqui uma ligação etimológica baseada nas línguas originais e, não na compatibilidade das letras em Inglês. Ainda sim tal oração citada como argumento é desconhecida para os estudiosos da religião egípcia.
Os ensinamentos de Jesus e Osíris são maravilhosamente semelhantes. Muitas passagens são idênticamente as mesmas, palavra por palavra.

Os estudiosos religiosos egípcios não parecem estar cientes dessas palavras. As fontes não foram citadas por Acharya, assim não nem como fazer uma comparação lado a lado.
Tal como o Senhor da vinha, foi um grande mestre viajante que civilizou o mundo. Soberano e juiz dos mortos.
Isso é um tanto não específico. Frazer relatou que Osíris ensinava o cultivo de uvas e agricultura, estabeleceu as leis Egípcias, ensinou-lhes como prestar culto e, viajou pelo mundo ensinando essas coisas. [19] Há uma alegação semelhante sobre Dionísio. Não que isso tenha importância, já que parece que somente Frazer e mais tarde Freke e Gandy conceberam a idéia de que as duas divindades estão ligadas. Literaturas escritas por estudiosos da religião egípcia não os consideram as mesmas figuras, embora alguns correlacionem Osíris e Órion e, Budge tenha observado as viagens, mas não veja qualquer relação entre Osiris e Dionísio [20]. Em todo caso, em nenhum lugar Osíris é chamado de "Senhor da vinha". Ele é o governante e juiz dos mortos, mas isso não descreve Jesus, que simboliza um Deus que não é Deus dos mortos, "mas dos vivos" (Lc 20.38). No máximo Osíris representa o que pode se esperar de qualquer divindade suprema: domínio e julgamento.
Em sua paixão, Osíris foi alvo de uma conspiração e mais tarde assassinado por Seth e "os 72
Esta é, segundo James P. Holding, uma combinação de falsificação terminológica, meia-verdade, e irrelevância [8]. Não houve uma "paixão" no referido incidente, de fato houve um complô executado por Set contra Osíris. Houve uma grande festa, em que um caixão foi trazido por Set, ele então incentivou a todos, incluindo os 72 participantes do complô e uma rainha da Etiópia, a deitarem-se nele para verificar as medidas. Finalmente chegou a vez de Osíris, ele foi convencido a deitar no caixão. No momento em que Osíris entrou, Set fechou e pregou o caixão e, o lançou no rio; Osíris morreu sufocado. Observe que os 72 aqui são inimigos de Osíris e não seus discípulos: apenas este número - um múltiplo de 12, um número que ainda valorizamos hoje quando compramos ovos ou bananas - é um ponto em comum (e isso somente em algumas passagens de Lucas 10; outros colocam o número em 70, talvez por representar o número de nações não-judias, de acordo com os judeus). Eles não fazem nada que possa ser considerado como o que os discípulos de Jesus fizeram. Conforme consta na narrativa, Ísis, a esposa de Osíris passou a procurar o caixão. Ela o encontra na Síria, onde ele havia sido incorporado à coluna de uma casa. Ela pranteou tão alto que algumas crianças na casa morreram do susto. Mais tarde, ela o levou para fora, abriu a tampa, então ficou procurando por Hórus. Nesse meio tempo Set encontrou o caixão e dilacerou o corpo de Hórus em 14 pedaços, espalhando-os por todos os lugares. Como resultado, Ísis passou a buscar os pedaços e os enterrava a medida que achava um a um. Uma história alternativa mostra Ísis, Anúbis, e Rá unindo novamente as partes do corpo, envonvendo-o com faixas, e revivendo seu corpo.
A ressureição de Osíris serviu para dar esperança à todos que também desejam a vida eterna.
Ver item 5.4 sobre ressureição.
5.2. Hórus
Abaixo encontra-se um trecho do "pequeno esboço sobre a vida de Hórus", extraído da Encyclopaedia of Religion and Ethics [21]:
"No antigo Egito, haviam vários deuses inicialmente conhecidos pelo nome de Hórus, porém o mais conhecido e mais importante desde o início do período histórico foi o filho de Osíris e Ísis, que era associado com o rei do Egito. De acordo com a lenda, Osíris , que assumiu o domínio da terra logo após sua criação, foi morto por seu irmão ciumento, Seth. A irmã-esposa de Osíris, Ísis, que recolheu os pedaços de seu marido mutilado e o ressucitou, também concebeu seu filho e vigador, Hórus. Hórus lutou com Seth, e, apesar da perda de um olho na batalha, teve sucesso ao conseguir vingar a morte de seu pai tornando-se seu legítimo sucessor. Osíris então tornou-se rei dos mortos e Hórus o rei dos vivos, esta troca era renovada a cada mudança de governo terreno. O mito da realeza divina provavelmente elevou a posição dos deuses tanto quanto elevou a do rei. Na quarta dinastia, o rei, o deus vivo, provavelmente também era um dos maiores deuses, mas por volta da quinta dinastia a supremacia do culto à Rá, o deus sol, era aceito até mesmo pelos reis. O rei Hórus era agora também "filho de Rá." Isto só se tornou possível mitologicamente, ao personificação toda a genealogia antiga de Hórus (o ennead – grupo de nove deuses egípcios - Heliopolitano) como se fosse a deusa Hathor, "casa de Hórus", que também era esposa de Rá e mãe de Hórus.
Hórus era frequentemente representado como um falcão, e uma pintura dele o mostra como um grande deus do firmamento cujas asas estendidas enchem os céus; seu olho saudável era o sol e seu olho ferido a lua. Outra pintura dele, particularmente popular no Último Período, era a de uma criança humana mamando no peito de sua mãe, Ísis. Os dois principais centros de adoração ao culto de Hórus localizavam-se em Bekhdet no norte, onde hoje muito pouco ainda resta , e em Idfu no sul, no qual existe um grande e bem preservado templo datado do período ptolomaico. Os mais antigos mitos envolvendo a história de Hórus, bem como os rituais lá realizados, estão registrados em Idfu."
Nascido da virgem Ísis-Meri em 25 de dezembro numa caverna/manjedoura com seu nascimento sendo anunciado por uma estrela no Oriente e visitado por três Reis Magos.
Frazer afirma que Hórus nasceu num pântano [22], e não sabe nada acerca de uma estrela ou sobre o número de Reis Magos. Além disso nem mesmo a Bíblia relata a data exata do nascimento de Jesus ou mesmo o número de magos que visitaram Jesus (a Bíblia não diz que eram reis). Esses dados foram acrescentados posteriormente às tradições cristãs.
Sobre o nascimento virginal, ver o item 5.3.
Seu pai terreno chamava-se "Seb" ("José").
Na verdade Seb era o deus-terra e não o “pai terreno", mas ao invés da própria terra (como Nut que simbolizava o céu), ele era o pai de Osíris, não de Hórus ", apesar de existir também uma versão na qual Hórus era o filho de Seb. Há aqui também um truque etimológico. Apesar da semelhança, não há nenhuma relação entre os nomes "Seb" e "Yoseph" ou "José". Um é um nome egípcio e outro é um nome semítico que significa "Deus acrescenta".
Ele era descendente de uma linhagem real.
Isto é naturalmente verdade, e Hórus era freqüentemente identificado com a vida de Faraó, mas isto é irrelevante, já que isto é uma característica comum a quase qualquer deus. Além disso, segundo o cristianismo, Jesus descendia de uma linhagem real terrena, a de Davi (Ap 22.16), enquanto Hórus era filho apenas do rei celestial.
Aos 12 anos de idade foi uma criança que ensinou no templo, e aos 30 foi batizado, após ter desaparecido por 18 anos. Foi batizado no rio Eridanus ou Iaurutana (Jordão) por "Anup o Batizador" (João Batista), que foi decapitado. Ele teve 12 discípulos, dois dos quais foram suas "testemunhas" e eram chamados "Anup" e "AAn" (os dois "Joãos").
Estas afirmações não fazem sentido paran os eruditos da religião egípcia. Quanto à esta última alegação Miller observa:
"Minha pesquisa na literatura acadêmica não revela esta informação. Encontrei referências à quatro "discípulos" – de diversas maneiras chamados de os semi-divinos HERU-SHEMSU ("Seguidores de Hórus") [GOE: 1,491]. Encontrei referências à dezesseis seguidores humanos [GOE: 1,196]. E encontrei referências à um grupo incontável de seguidores chamados mesniu / mesnitu ("ferreiros") que acompanhavam Hórus em algumas de suas batalhas [GOE: 1.475f; embora estes possam ser identificados com os HERU-SHEMSU no texto GOE: 1,84]. Mas não consigo encontrar doze discípulos em qualquer lugar. Hórus NÃO é o deus-sol (este é Rá), portanto não podemos recorrer a afirmação de que "todos os deuses solares têm doze discípulos - no Zodíaco" como é de costume.
Além disso, Jesus não desapareceu por 18 anos, a Bíblia relata que durante este tempo ele trabalhou como carpinteiro com seu pai (Mc 6.3).
Ele realizou milagres, expulsou demônios e ressucitou El-Azarus ("El-Osíris") dos mortos.
Miller observa:
"Histórias de milagres são abundantes, mesmo entre grupos religiosos que eventualmente não poderiam ter exercido influência mútua, tais como grupos latino-americanos (por exemplo os Astecas) e os Romanos, portanto esta "semelhança" não implica nenhum significado. Não encontro em lugar algum da literatura acadêmica referências a esta ressurreição específica. Tenho examinado todas as formas do nome El-Azarus sem êxito. O fato de que algo tão notável nem sequer é mencionado nas modernas obras de Egiptologia indica seu status questionável. Simplesmente é algo que não pode ser apresentado como prova sem que exista fundamentação autêntica. O mais próximo disso que pude encontrar, está no papel que Hórus desempenha em seu funeral oficial, no qual ele "apresenta" um recém-morto à Osíris e à seu reino dos mortos. No Livro dos Mortos, por exemplo, Hórus apresenta para Osíris o recém-morto Ani e, pede que Osíris o receba e tome conta dele [GOE:1,490]."
O fato de Osíris ser citado por Acharya como "El-Azarus" parece uma tentativa de assemelhar o nome do deus com o personagem bíblico Lázaro. É também um fato que os egípcios não utilizavam esse prefixo "El".
Hórus andou sobre as águas.
O mais próximo encontrado sobre isso na literatura egípcia é que ele na verdade foi jogado na água (veja abaixo).
Seu cognome pessoal era "Iusa" o "Filho eterno desejado" de "Ptah", o "Pai". Ele era chamado de "Divino Filho".
Miller diz:
Este fato também escapou à minha investigação. Examinei provavelmente 50 títulos das diversas divindades de Hórus, e a maioria dos principais índices de referências Egípcias padrão praticamente não contêm nada a respeito destas alegações. Encontrei uma cidade chamada "Iusaas" [GOE: 1,85], uma divindade árabe pré-islâmica também de nome "Iusaas", cogitada por alguns como sendo igual ao deus egípcio Tehuti / Thoth [GOE: 2,289], e uma equivalente fêminina denominada "Iusaaset" [GOE: 1,354]. Mas nenhuma referência à Hórus como sendo "Iusa".
Ele pregou um "Sermão da Montanha", e seus seguidores recitaram as "parábolas de Iusa." Hórus foi transfigurado no monte. Ele foi crucificado entre dois ladrões, sepultado por três dias em um túmulo e, em seguida ressuscitado.
Nenhuma destas três afirmações sequer pode ser encontrada. Sobre a última Miller escreve:
Não consigo sequer encontrar referências à Hórus morrendo, até que mais tarde ele se torna "um" com Rá o deus Sol, após isso ele 'morre' e 'renasce' todos os dias a medida que o sol nasce. E mesmo nesta "morte", não há em lugar algum nenhuma referência à um túmulo.
Há na obra de Budge uma hipótese de que Hórus havia morrido e seus pedaços lançados nas águas, e que seus membros foram pescados por Sebek, o deus crocodilo, a pedido de Ísis. Isso é mais parecido com uma espécie de batismo do que com outro coisa. Outra fonte regista uma história onde Hórus é picado por uma serpente e revivido, o que ainda assim não é bem uma semelhança.
Títulos: O Caminho, a Verdade, a Luz; Messias; Ungido Filho de Deus, Filho do homem; Bom Pastor; Cordeiro de Deus; Verbo feito carne; Palavra da Verdade.

Os seguintes títulos são encontrados na literatura: Grande Deus, Senhor dos Poderes, Mestre do Céu, Vingador de Seu Pai (considerando-se que ele derrotou Set, o qual havia "assassinado" Osíris) [23]. É provável que ele fosse chamado apropriadamente de "Filho do Homem", como o filho da realeza, mas não se conhece nenhuma evidência que confirme isso.
Ele foi "o Pescador" e era associado com o Peixe ( "Ichthus"), o Cordeiro e o Leão. Ele veio para cumprir a lei. Era chamado de "o KRST" ou "Ungido". Ele deveria reinar por mil anos.

Não foi encontrada evidência para qualquer uma dessas quatro últimas alegações. KRST em egípcio significava "enterro" e não era um título [24].
5.3. Nascimento virginal
Devido a esse ser um aspecto central sobre a vida de Jesus, foi reservado um tópico em separado para tal. Há uma confusão muito grande de conceitos ao associar a ideia de nascimento virginal aos deuses pagãos. No cristianismo, os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas relatam uma fecundação operada pelo Espírito Santo, ausente de coito, seguido de gravidez e do nascimento de Jesus. Nas outras religiões os relatos são essencialmente diferentes em muitos aspectos. Geralmente os nascimentos são resultados de um casamento entre dois deuses ou de um ato sexual entre um deus disfarçado e uma mulher mortal (hieros gamos). 
O que está em questão aqui tecnicamente é a perda ou a preservação da virgindade no processo da concepção. Maria simplesmente “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mateus 1:18) antes de casar-se e antes de “conhecer” um homem. Portanto, aconteceu sem a interferência de homem ou qualquer forma de conjunção carnal. Se os autores bíblicos tinham qualquer referência anterior, essa seria a citação feita por Mateus da profecia de Isaías (Is 7:14, citado em Mt 1.23).
Em uma das histórias de Dionísio, Zeus foi a Perséfone em forma de serpente e a engravidou, portanto sua virgindade foi tecnicamente perdida. Na versão mais conhecida, Zeus se apaixonou por Semele, princesa da casa de Times. Zeus veio a ela disfarçado de homem mortal e logo Semele estava grávida. Hera, rainha de Zeus, inflamada de ciúmes, se disfarçou como uma mulher idosa e foi até a casa de Semele. Quando Semele revelou seu caso com Zeus, Hera sugeriu que a história de que Zeus era o rei dos deuses poderia ser uma mentira e que talvez ele fosse um mero mortal que inventou a história para que ela dormisse com ele. Quando Zeus foi visitá-la novamente, ela pediu por apenas uma coisa. Zeus jurou que daria a ela o que quisesse. “Apareça a mim como você aparece a Hera”. Relutantemente, mas verdadeiro à sua palavra, Zeus apareceu em toda sua glória, queimando Semele às cinzas. Hermes salvou o feto e levou até Zeus que o costurou a sua coxa e três meses depois deu a luz a Dionísio.[25] A história claramente não é comparável ao relato bíblico e, além disso, só existem relatos pós-cristãos. Os deuses e deusas antigos eram típica e muito explicitamente sexuais e ativos, até por que, para o mundo antigo, grandeza era comumente associada com a geração física de um deus. Esse elemento está completamente ausente do relato da concepção virginal de Jesus.
No mito de Hórus, as diferenças são ainda mais gritantes.Hórus certamente não nasceu de uma virgem. Na verdade, um antigo relevo egípcio retrata essa concepção, ao mostrar sua mãe Ísis na forma de um falcão, pairando sobre o pênis ereto de um Osíris prostrado e morto no Mundo dos mortos ([21] no verbete "Phallus"). 
Na realidade, a descrição da concepção de Hórus irá mostrar exatamente os elementos sexuais que caracterizam "nascimentos milagrosos" pagãos, como observado anteriormente por estudiosos:
"Mas depois dela [isto é, Ísis] tê-lo trazido [isto é, o corpo de Osíris] de volta ao Egito, Seth conseguiu se apossar do corpo de Osíris novamente e o despedaçou em catorze partes, as quais ele espalhou por toda a terra do Egito. Ísis então saiu uma segunda vez em busca do corpo de Osíris e enterrou cada parte no lugar em que ela encontrava (por isso o grande número de túmulos de Osíris existentes no Egito). A única parte que ela não encontrou foi o pênis do deus, pois Seth o havia jogado no rio, onde o membro foi comido por um peixe; Ísis, então moldou um pênis artificial para colocar no lugar do que havia sido cortado. Ela também teve relações sexuais com Osíris após a morte dele, o que resultou na concepção e nascimento de seu filho póstumo, Harpocrates, Hórus o Filho. Osíris tornou-se rei do mundo dos mortos e, Hórus começou a lutar com Seth..."[26, CANE: 2:1702]
Como pode-se notar, o relato está muito distante da realidade bíblica, apesar de uma concepção necrofílica ser miraculosa. 
O fato de Hórus supostamente ter nascido em 25 de Dezembro não é importante para nós, já que em lugar nenhum do Novo Testamento esta data é associada ao nascimento de Jesus. Uma das únicas referências sobre o nascimento de Hórus é que ele nasceu no dia 31 do mês de Khoiak Egípcio (não se sabe a qual dia do nosso calendário este corresponde). 
Archarya acrescenta, usando Massey como uma provável fonte, a alegação de que nas paredes do Templo em Luxor existe uma cena mostrando a "Anunciação, Imaculada Conceição, Nascimento e Adoração de Hórus, com Thoth anunciando à Virgem Ísis que ela irá dar à luz; com Kenph, o "Espírito Santo", engravidando a virgem", concluindo com a visita dos três Reis Magos. Por alguma razão nem Archarya nem Massey fornecem um nome ou número para este relevo, ou um local mais específico do que o Templo em Luxor, que é um lugar bastante grande e inacessível para a maioria dos leitores dela. Quando pressionada em seu website por um leitor que investigava o assunto, Archarya fez um jogo de palavras - "Isis é a constelação de Virgo a Virgem, assim como a Lua, que se torna uma "virgem" durante o período de Lua Nova. O deus sol - neste caso, Hórus - é nascido desta deusa virgem". - O relato de Acharya alude à um documento do 6º século dC! E em momento algum apresenta-se uma confirmação para a ligação Ísis-Virgem. Se tal relevo existe de fato, é apenas aquilo que Archarya pensa ser através da interpretação de Massey.
Foi encontrada uma possível descrição do relevo em um site egípcio de viagens não divulgado:
"Acreditava-se que a Realeza fora decretada pelos deuses no início dos tempos de acordo com ma'at, o reinado bem organizado de verdade, justiça, e ordem cósmica. O rei soberano era também o filho físico do deus sol criador. Esta concepção divina e nascimento foi registrada nas paredes do Templo em Luxor, em Deir el-Bahri, e em outros templos reais por todo o Egito. O rei era também uma encarnação do Dinástico deus Hórus, e quando morto, foi identificado com Osíris, o pai de Hórus. Este rei vivo era portanto uma única entidade, a encarnação viva da divindade, escolhido divinamente como um mediador, que poderia atuar como um sacerdote em favor de toda a nação, recitando orações, oferecendo sacrifícios... Um átrio cercado por colunas do rei Akenatom III está unido ao interior de uma sala imponente com teto plano apoiada sobre várias fileiras de colunas, o qual é o primeiro aposento interno originalmente coberto e fazia parte do templo. Isto conduz à uma sucessão de antecâmaras com salas auxiliares. O quarto do nascimento a leste da segunda antecâmara é decorado com relevos que retratam o nascimento simbólico divino de Akenatom III, resultante da união de sua mãe Mutemwiya e o deus Amun. O santuário inclui um edifício à parte adicionado por Alexandre o Grande dentro da câmara maior criada por Akenatom III. Relevos bem preservados mostram o santuário transportável de Amun e outras cenas do rei, na presença dos deuses. O santuário de Akenatom III é o último aposento sobre o eixo central do templo."
Este relato é significativamente desprovido de uma concepção ou nascimento virginal, de Reis Magos, ou de um Espírito Santo. Ainda sim, a ordem presente no relevo é a concepção e depois o anúncio, enquanto que os evangelhos declaram o anúncio e depois a concepção.
“Meri” (“Mr-ee”) é a palavra egípcia para “amada” e aparentemente foi aplicada a Isis antes do tempo do Senhor Jesus como um título e não como parte do seu nome. Mas como provavelmente havia milhares de mulheres entre o tempo de Horus e altura do Senhor com um nome ou título que era uma variação de “Mary”, não há razão alguma para se supor que a Mãe do Senhor Jesus foi nomeada segundo o nome de Isis em particular. Mesmo que, hipoteticamente, os autores dos Evangelho tivessem fabricado a Mãe do Senhor e a tivessem dado o nome de “Mary” (Maria), é muito mais provável que eles se baseassem numa “Mary” mais perto do seu tempo do que na “Isis-Meri”.
Na pesquisa de Raymond Brown a respeito das narrativas a respeito do nascimento de Jesus ele avalia os exemplos de “nascimentos virginais” não-cristãos e sua conclusão é: "Em suma, não há nenhum exemplo claro de concepção virginal no mundo ou nas religiões pagãs que plausivelmente poderia ter dado aos judeus cristãos do primeiro século a idéia da concepção virginal de Jesus [27].
5.4. A Ressureição
Segundo Paulo, o maior fundamento da fé cristã é a crença na morte e ressurreição de Jesus (I Co 15:13,14). Ainda no início do capítulo de 1 Coríntios 15, os exegetas do Novo Testamento encontram fortes evidências para defender a realidade do fato da ressurreição. E foi justamente nesta pedra fundamental que os críticos aproveitaram para divulgar os paralelismos com personagens das religiões de mistério e das deidades que experimentaram morte e ressurreição.
A idéia do paralelo entre os deuses que morrem e ressuscitam e o conceito cristão da morte e ressurreição de Jesus foi popularizada pelo livro de James Frazer, The Golden Bough, primeiro publicado em 1906. Segundo ele e muitos outros críticos da modernidade, não há qualquer diferença entre a ressurreição de Jesus e daquelas deidades que eram conhecidas pela mitologia.
Não é senão a partir do terceiro século depois de Cristo que encontramos suficiente material a respeito das religiões pagãs que permitam uma relativa reconstrução de seu conteúdo. Muitos escritores utilizam-se deste material (depois de 200 d.C.) para formular reconstruções das religiões dos séculos anteriores. Essa prática, porém, é extremamente anti-acadêmica e não pode permanecer sem desafios [28].
Na realidade, segundo Pierre Lambrechts, os textos que referem-se à ressurreição são muito tardios, do segundo ao quarto século A.D.[29] A aparente ressurreição de Adonis, por exemplo, não tem sequer uma evidência, nem nos textos antigos nem nas representações pictográficas. Quanto à ressurreição de Attis, não há qualquer sugestão que ele foi um deus ressurreto senão até depois de 150 d.C.[30]
O caso mais importante desta seção talvez seja o do deus Osíris. A versão mais completa do mito de sua morte e ressurgimento é encontrada em Plutarco, que escreveu no segundo século depois de Cristo. De acordo com a versão mais comum do mito, Osíris foi assassinado por seu irmão que então o afundou em um caixão no rio Nilo. Ísis descobriu o corpo e o levou de volta ao Egito. Mas seu cunhado mais uma vez ganhou acesso ao corpo, dessa vez o desmembrando em catorze pedaços, os quais ele jogou longe. Depois de muita procura, Ísis recuperou cada pedaço do corpo. Algumas vezes aqueles que contam a história se contentam em dizer que Osíris voltou à vida, mesmo que isso passe longe daquilo que a linguagem utilizada pelo mito permite dizer. Alguns escritores ainda vão mais longe ao falar sobre a “ressurreição” de Osíris. Ísis restaura o corpo de Osíris e ele é colocado como um deus do mundo dos mortos. Roland de Vaux complementa dizendo:
O que significa Osíris ter “levantado para a vida”? Simplesmente que, graças à ministração de Ísis, ele pode levar uma vida além da tumba que é quase uma perfeita réplica da existência terrestre. Mas ele nunca mais voltará a habitar entre os viventes e reinará apenas sobre os mortos... Este deus revivido é, na realidade, um deus “múmia” [31].
Em outras palavras, Osíris é uma deidade que morre, mas não que ressuscita. Ele é sempre retratado em forma mumificada. Além disso, de acordo com Wilbur Smith, uma das maiores autoridades em religiões antigas, “não há nada nos textos que justifiquem a presunção que Osíris sabia que iria levantar dos mortos, e que se tornaria rei e juiz dos mortos, ou que os Egípcios acreditavam que Osíris morreu em seu favor e que retornou a vida para que eles pudessem levantar da morte também” [32].
A conhecida fórmula egípcia repetida "Levante-se, você não morreu", quer seja aplicada à Osíris ou à um cidadão do Egito, sinalizava uma vida nova e permanente no reino dos mortos. Sobre isso, o autor Frankfort concorda:
"Na verdade, de modo algum Osíris foi um deus 'agonizante', e sim um deus 'morto'. Ele nunca retornou entre os vivos; ele não foi libertado do mundo dos mortos, como foi Tammuz. Pelo contrário, no geral Osíris pertencia ao mundo dos mortos, era a partir de lá que ele concedia suas bênçãos sobre o Egito. Ele sempre foi retratado como uma múmia, um rei morto" [33].
Conforme observa Yamauchi, "os homens comuns aspiravam a identificação com Osíris como aquele que triunfou sobre a morte." Mas é um erro comparar a visão egípcia da vida após a morte com a doutrina bíblica da ressurreição. Para alcançar a imortalidade o egípcio tinha que satisfazer três condições: Primeiro, seu corpo tinha de ser preservado por meio da mumificação. Segundo, a alimentação era fornecida pela própria oferta de pão e cerveja. Terceiro, feitiços mágicos eram sepultados com ele. Seu corpo não ressurgia dos mortos; ao invés disso elementos de sua personalidade - seu Ba e Ka - continuavam a pairar sobre seu corpo." [34]
Assim, como escreveram os autores do livro “Reinventing Jesus”, Komoszewski, Sawyer e Wallace , a “ressurreição” de Osíris está mais parecido com a história de Frankenstein do que a de Jesus.Existem de fato muitas histórias de deuses egípcios espalhando várias partes do corpo ao redor, para não prejudicar o conjunto, pois "pensava-se que corpos divinos eram imunes às substituições" [35]. Neste caso, o corpo morto de Osíris não apodreceu e nem se decompôs como se esperava para que fosse montado novamente em conjunto. Foi assim com todos estes deuses egípcios: Seth e Hórus têm uma luta em que atiram excrementos um no outro, em seguida cada um rouba os órgãos genitais do outro [36]. O olho de Hórus é roubado por Set, porém Hórus o toma de volta e o entrega à Osíris, que o devora [37]. Hórus teve uma dor de cabeça, e outra divindade se ofereceu para emprestar a própria cabeça para ele até que sua aflição desapareçesse [35]. Osíris pagou um preço por ter morrido mutilado, já que ele foi limitado ao mundo dos mortos [e de forma notória alienado como consequência do que se passou "acima da superfície" [38], mas isto somente porque ele na realidade havia morrido uma vez antes, quando seu pai o matou acidentalmente [39].
Mudando de deidade, outro muito mencionado por sua suposta história de reaparição dos mortos é o de Cybele e Áttis. Cybele era uma figura muito adorada no mundo helenístico; o rito para ela antigamente incluía um frenesi nos adoradores homens que os levava a se castrarem.
Encontramos especialmente três mitos diferentes com respeito à vida de Áttis. De acordo com um dos mitos, Cybele amava um pastor de ovelhas chamado Áttis. Por Áttis ter sido infiel, ela o levou a loucura. Tomado de loucura, Áttis castrou-se e morreu. Isso encaminhou Cybele a um luto muito forte e introduziu a morte ao mundo natural. Mas então Cybele restaura Áttis à vida, um evento que também trouxe o mundo da natureza à vida. As pressuposições do intérprete tendem a determinar a linguagem usada para descrever o que se segue à morte de Áttis. Referem-se a ela descuidadamente como “ressurreição de Áttis.” Não há nada que se pareça uma ressurreição corpórea no mito, que sugira que Cybele só podia preservar o corpo morto de Áttis, ou seja, ele volta a vida de forma praticamente vegetativa, pois o mito menciona que os pêlos do seu corpo continuaram a crescer e que ele movimentava um de seus dedos. Em algumas versões do mito, Áttis volta à vida na forma de uma árvore. Nem nesse e nem nas outras três histórias, encontramos morte e ressurreição ou qualquer coisa semelhante ao que vemos nos evangelhos.
Foi somente em celebrações posteriores pelos romanos (depois de 300 d.C.) que algo remotamente semelhante ocorre. A árvore que simbolizava Áttis foi cortada e enterrada dentro de um santuário. Na outra noite, a “tumba” da árvore estava aberta e a “ressurreição de Áttis” foi celebrada. A linguagem, porém é ambígua e os detalhes sobre o culto são remotos; todo o material é muito tardio.
Nas comparações com Krishna, as respostas se tornam ainda mais fáceis de dar. Segundo especialistas em hinduísmo, Krishna foi morto por um caçador que acidentalmente atirou em seu calcanhar. Ele morreu e ascendeu. Não houve qualquer ressurreição e ninguém o viu ascender. Mesmo que o mito da ascensão de Krishna traga algum desconforto, ele pode ser rapidamente resolvido com as declarações de Benjamin Walker em seu livro “ The Hindu World: An Encyclopedia Survey of Hinduism ”: “não pode haver qualquer dúvida que os hindus pegaram emprestado os contos [do cristianismo], mas não o nome” [40]. Por estes paralelos virem do Bhagavata Purana e o Harivamsa, Bryant acredita que o Bhagavata Purana seja “anterior ao século VII d.C. (apesar de alguns acadêmicos considerarem do século XI)” e que o Harivamsa tenha sido composto entre o quarto e o sexto século.
O mesmo caso de datação tardia acontece com o mito de Mitra (a partir do primeiro século d.C.) e o caso de histórias completamente diversas à morte e ressurreição de Cristo acontece com Dionísio e Hórus.
Apesar de ser chocante às mentes religiosas ocidentais, é senso comum dentro da história das religiões que imortalidade não é uma característica básica da divindade. Deuses morrem. Alguns deuses simplesmente desaparecem, alguns somente para retornar novamente depois e alguns para reaparecer freqüentemente. Todas as deidades que foram identificadas como fazendo parte da classe de deidades que morrem e ressuscitam podem ser colocados sob duas classes maiores: deuses que desaparecem e deuses que morrem. No primeiro caso, as deidades retornam, mas não haviam morrido, e no segundo caso, os deuses que morrem, mas não retornam. Nenhum desses paralelos, para a concepção judaica, ressuscitou dos mortos, e para alguns acadêmicos hoje paira a dúvida se literalmente existe algum deus que experimentou a morte e a ressurreição. Uma citação muito interessante explica a realidade da teoria:
Desde a década de 1930...um consenso tem se desenvolvido que os ‘deuses que morrem e ressuscitam' morreram mas não retornaram ou levantaram-se para viver novamente...Aqueles que pensam diferente são vistos como membros residuais de espécies quase extinta [41].
Ainda podem ser levantadas algumas questões relevantes acerca da diferença conceitual entre a ressureição dos deuses pagãos e a de Jesus:
a) Em todos os casos de deuses que morrem, eles morrem por compulsão e não por escolha, às vezes por orgulho ou desespero, mas nunca por amor sacrifical [42].
b) Os deuses que morrem e ressuscitam segundo os mitos, nunca morreram por outra pessoa (vicariamente), e nunca anunciaram morrer pelo pecado. A idéia de uma aliança substitutiva pelo homem é totalmente única ao cristianismo. Além disso, Jesus morreu uma vez por todos os pecados, enquanto os deuses pagãos eram freqüentemente deuses de vegetação que imitavam os ciclos anuais da natureza aparecendo e morrendo diversas vezes.
c) Jesus morreu voluntariamente e sua morte foi uma vitória e não uma derrota, ambos os aspectos são contrários aos conceitos pagãos [43].
6. Conclusão
Segundo Marina Garner, a análise detalhada dos paralelismos aqui citados leva às seguintes conclusões [6]:
a) O conceito de nascimento virginal encontrado nos mitos pagãos em contraste com o relato bíblico diferem em muito.
b) Ressurreição de acordo com o conceito judaico e cristão não é percebido nos mitos pagãos, mas sim deuses que desaparecem mas não morrem e deuses que morrem mas não reaparecem.
c) A datação dos materiais que podemos usar para ter uma idéia de como eram esses deuses é bastante posterior ao início do cristianismo, não podendo, portanto, ter tido influências no seu desenvolvimento. Se houve influências, foi do cristianismo para o paganismo.
d) Todo o relato do nascimento, vida e morte de Jesus é completamente único ao cristianismo e contém uma originalidade não encontrada nos mitos pagãos.
Ou, nas palavras de Ronald Nash [44]:
"Esforços liberais de desacreditar a revelação singular cristã através dos argumentos da influência das religiões pagãs destroem-se rapidamente a partir da verificação completa das informações disponíveis. É claro que os argumentos liberais exibem academicismo incrivelmente ruim e com certeza, essa conclusão está sendo muito generosa."
Fica claro que a melhor conclusão a ser feita é aquela do livro em que encontramos a verdadeira revelação da verdade e da fonte do mistério da vida, morte e ressurreição de Jesus: a Bíblia. Por que “ não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).



7. Referências
[1] http://www.thezeitgeistmovement.com/joomla/index.php?Itemid=50 , acessado dia 11/05/2009.
[2] http://www.zeitgeistmovie.com/, dia 11/05/2009
[3] Timothy Freke e Peter Gandy , The Jesus Mysteries, Three Rivers Press (Setembro, 2001). p. 9
[4] Murdock, D.M. (as Acharya S) (1999). The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold. Kempton, Illinois: Adventures Unlimited Press. ISBN 0-932813-74-7. p. 114-116
[5] Charles François Dupuis, The origin of all religious worship (1798). Kessinger Publishing, 2007, p. 293.
[6] Marina Garner, Jesus: um plágio? - Centro Universitário Advetista de São Paulo, Revista Kerygma ano 6 vol.1, 2010. Disponível em http://www.unasp-ec.com/revistas/index.php/kerygma/article/view/35/29, acessado dia 12/10/2011
[7] Edwin M. Yamauchi, Easter: Myth, Hallucination or History? Christianity Today, march, 1974, pt. 1.
[8] James Patrick Holding, Was the story of Jesus stolen from that of the Egyptian deites Horus and Osiris? - Disponível em http://www.tektonics.org/copycat/osy.html, acessado dia 12/10/2011
[9] J. Gresham Machen, The Origin of Paul's Religion . New York: Macmillan, 1925, p. 9. 
[10] J. Ed Komoszewski, M. James Sawyer, Daniel B. Wallace , Reinventing Jesus . Kregel Publications, 2006, p. 231. 
[11] Idem, p. 232-233.
[12] Nash, Ronald H. Christianity & the Hellenistic World.1984. p. 192-199; citando Bruce Metzger sobre o culto de Cybele.
[13] Frazer, J. G. Adonis, Attis, Osiris. 1961.
[14] Griffith, J. Gwyn. The Origins of Osiris and His Cult. Brill: 1996. 
[15] Budge, E. Wallis. . 1961. p.26
[16] Idem, p.79 
[17] Shorter, Alan. Egyptian Gods: A Handbook. 1937 p.37
[18] Meeks, Dimitri. Daily Life of the Egyptian Gods. 1996. p.31
[19] Frazer, J. G. Adonis, Attis, Osiris. 1961. vii, 7
[20] Budge, E. Wallis. . 1961. p.9
[21] James Hastings, Encyclopaedia of Religion and Ethics, 24 volumes, citada por Holding em [8].
[22] Frazer, J. G. Adonis, Attis, Osiris. 1961. p.8
[23] Budge, E. Wallis. . 1961. p.78
[24] Aren’t there some striking parallels between the Jesus and Horus stories? - disponível em http://www.kingdavid8.com/Copycat/JesusHorus.html - acessado em 12/10/2011
[25] Barry Powell, Classical Myth (3a. ed.). PrenticeHall. New Jersey, 2001, p. 250.
[26] Mich F. Lindemans, Encyclopedia of Mythica . Artigo publicado dia 21 de maio, 1997 no website: http://www.pantheon.org/articles/i/isis.html. Acessado dia 23/08/09 .
[27] Raymond E. Brown, The Birth of the Messiah . Anchor Bible, 1999, p. 523.
[28] A summary critique the mythological Jesus mysteries a book review of “The Jesus Mysteries: Was the “Original Jesus” a Pagan God?” by Timothy Freke and Peter Gandy. Christian Research Journal, Vol. 26, No. 1, 2003.
[29] P. Lambrechts, "La' Resurrection de Adonis," em Melanges Isadore Levy , 1955, p. 207-240 como citado em Edwin Yamauchi, "The Passover Plot or Easter Triumph?" em J. W. Montgomery, (ed), Christianity for the Tough-Minded . Minneapolis: Bethany, 1971.
[30] Ibidem
[31] Roland de Vaux, The Bible and the Ancient Near East. Doubleday, 1971. p. 236
[32] Wilbur M. Smith, Therefore Stand. New Canaan, CT: Keats, 1981, p. 583.
[33] Frankfort, Kingship and the gods: a study of ancient Near Eastern religion as the integration of society & nature. UChicago:1978 edition, p.289
[34] The Resurrection of Jesus Christ: Myth, Hoax, or History?" David J. MacLeod, in The Emmaus Journal, V7 #2, Winter 98, p169
[35] Meeks, Dimitri. Daily Life of the Egyptian Gods. 1996. p.57
[36] Budge, E. Wallis. . 1961. p.64
[37] Ibidem, p.88
[38] Meeks, Dimitri. Daily Life of the Egyptian Gods. 1996. pp.88-89
[39] Ibidem, p.80
[40] Benjamin Walker, The Hindu World: An Encyclopedic Survey of Hinduism , Vol. 1. New York: Praeger, 1983, p. 240-241.
[41] Tryggve N. D. Mettinger, The Riddle of Resurrection: "Dying and Rising Gods" in the Ancient Near East . Stockholm, Sweden: Almquist & Wiksell International, 2001, p. 4, 7.
[42] J. N. D. Anderson, Christianity and Comparative Religion. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1977, p. 38.
[43] Ronald H. Nash, Christianity & the Hellenistic World . Grand Rapids, MI: Zondervan/Probe, 1984, p.
171-172.
[44] Ronald Nash, Was the New Testament Influenced by Pagan Religions? Christian Research Journal, Inverno 1994, p. 8.</p>

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